quinta-feira, 30 de maio de 2013

Não me julgues

Dói demais saber que estou aqui, dói sentir-me sem ti, sem o teu amparo, o teu sotaque, o teu respirar. Vivo desorientado em não saber quando te ligar, quanto te escrever. Faço de mim justo cidadão sem justiça em si. Nem sei o que mereço e de mim já não cuido.
Passam-se horas e dias sem te ver mas, a cada segundo que passa, é o meu coração que aperta, é a minha alma que me estilhaça o frágil corpo que não sabe viver sem o teu humilde sorriso, sem a tua voz e a cor dos teus olhos.
As bochechas que se formam nesse rosto facilmente ficam coradas quando te elogio. Tenho saudades de ficares acanhada e envergonhada ao dizer que te acho a pessoa certa. Tu és a pessoa certa – para mim.
No entanto, agarro-me a esta almofada com os joelhos fletidos e aperto-a entre os meus braços. Sinto que o quarto é grande demais para mim, a sala é demasiado para estar só. A casa é muito para alguém que te quer partilhar amor.
Alguém que quer largar todas as bagagens e, somente, segurar o teu corpo nos seus braços. Quero-te a rodopiar junto ao meu corpo dançando uma valsa só nossa. Jamais terei de sofrer, jamais terei de sentir as trevas de um filme frio e de um terror imenso. Jamais deixo que neve no meu coração. Serás fogo para um natal próximo que nunca mais acabará e brisa fresca naquele verão em que seremos as pessoas mais felizes do mundo.

And if you love me
Then let it be beautiful”
Chris Brown